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Alimentação e TEA: Como a Nutrição Pode Impactar o Autismo

  • Foto do escritor: Nutri Me
    Nutri Me
  • 23 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) vai além dos desafios comportamentais e de comunicação. Estudos mostram que a alimentação tem papel crucial na saúde física, no desenvolvimento cognitivo e até no bem-estar emocional de pessoas com TEA. Neste artigo, vamos explorar como a nutrição pode ajudar no manejo do autismo, quais são as principais deficiências nutricionais observadas, o que a ciência já sabe sobre dietas terapêuticas e quais cuidados práticos podem ser adotados no dia a dia.


Seletividade alimentar no TEA

Pessoas com TEA frequentemente apresentam seletividade alimentar, ou seja, evitam alimentos por textura, cor ou cheiro. Esse padrão restritivo pode gerar dietas pouco variadas e risco de deficiências nutricionais.


Deficiências nutricionais comuns

Estudos identificam carências frequentes em pessoas com TEA:

  • Vitaminas do complexo B (B12 e ácido fólico);

  • Vitamina D;

  • Minerais como ferro e cálcio;

  • Ácidos graxos essenciais, como ômega-3.

Esses nutrientes são fundamentais para energia, cognição, humor e desenvolvimento neurológico.


Problemas gastrointestinais e microbiota

Constipação, diarreia e desconfortos digestivos são comuns no TEA. Pesquisas relacionam a microbiota intestinal ao comportamento e à cognição, mostrando que uma alimentação equilibrada pode ajudar tanto no físico quanto no mental.


Dietas terapêuticas no TEA

  • Dietas sem glúten e sem caseína (GFCF): algumas famílias relatam melhora, mas as evidências científicas ainda são inconclusivas.

  • Probióticos e prebióticos: podem auxiliar na saúde intestinal e no bem-estar geral.

  • Dieta cetogênica: estudada em alguns casos, mas com resultados limitados e riscos de adesão a longo prazo.


Como a alimentação pode ajudar no dia a dia

  • Oferecer variedade de alimentos de forma gradual, respeitando sensibilidades sensoriais;

  • Incluir fontes de proteínas magras, frutas, legumes, fibras e gorduras boas;

  • Monitorar nutrientes críticos com ajuda profissional;

  • Introduzir alimentos ricos em antioxidantes e anti-inflamatórios (frutas vermelhas, peixes, azeite, cúrcuma);

  • Avaliar a suplementação individualizada de vitamina D, ferro e ômega-3 quando necessário;

  • Observar sinais de desconforto gastrointestinal e ajustar a dieta de forma personalizada.


Cuidados importantes

  • Dietas de exclusão só devem ser feitas com acompanhamento nutricional para evitar novas deficiências.

  • Cada indivíduo com TEA é único, isso significa que o que funciona para um pode não funcionar para outro.

  • Alimentação não substitui outras terapias, mas pode ser uma ferramenta complementar poderosa.


Conclusão

A alimentação no autismo (TEA) é um tema cada vez mais estudado, com evidências crescentes de que a nutrição impacta não apenas a saúde física, mas também aspectos comportamentais e emocionais.


Planejar uma dieta equilibrada, com atenção a nutrientes críticos e suporte à saúde intestinal, pode melhorar o bem-estar, a disposição e a qualidade de vida de pessoas com TEA.


Referências científicas

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